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Questões de Gramática e semântica no ENEM

33 questões oficiais do ENEM sobre Gramática e semântica, de 2010 a 2025, todas com gabarito e resolução comentada. Dificuldade estimada: 2 fáceis, 26 médias, 5 difíceis.

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5 questões de Gramática e semântica resolvidas

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Questão 1 · ENEM 2025 · Questão 10média

Imagem da questão

De próprio punho

A escrita e suas tecnologias sofrem interessantes metamorfoses, numa ciranda

que vai do simples bilhete aos originais de um livro

Estranhei muito na primeira vez que escutei a expressão “de próprio punho”. Parecia

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que eu ia bater em alguém. Não era bem o caso. Foi numa situação bancária, dessas bem

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burocráticas, e eu devia escrever algo bem breve, mas com minhas mãos. Na verdade,

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o que importava era a autenticidade da minha caligrafia, que à época ainda era mais

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fluente e firme. Depois dos teclados de computador, ela rateia bastante. Minha letra,

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hoje, tem uma espécie de alternância: dia sim, dia não, trêmula e firme, forte e fraca,

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mais rotunda e mais cheia de arestas.

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É claro que já escrevi muito mais de próprio punho ou, numa palavra mais bonita,

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manuscrevi (prefiro a mão ao punho, embora ele também seja usado na tarefa). Mas isso

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não é um feito individual. Em larga medida, é social. Muita gente sente o mesmo que

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eu, isto é, escreve bem menos usando as mãos, ou melhor, empregando algum tipo de

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tecnologia (lápis, caneta etc.) para escrever com grafite ou tinta ou giz ou carvão ou

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sangue e o que mais. É importante lembrar que ainda há gente que não sabe escrever

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neste país, neste planeta, mas muita gente sabe e tem um combo de tecnologias mais

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ou menos à disposição para isso. Sou dessas pessoas privilegiadas que têm várias

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possibilidades, e uma delas nunca deixou de ser o uso das minhas mãos. Ainda hoje,

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são elas que batucam meu teclado de computador ou que tocam suavemente duas ou

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três telas sensíveis. Mas não expressam mais a minha letra. No lugar, aparecem Times

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New Roman, Arial, Calibri e mais uma centena de “letras” à minha escolha. Eu e Deus

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e o mundo.

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A despeito desse rol de chances e ferramentas para escrever, o manuscrito nunca

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deixou de pintar aqui e ali, muitas vezes como obrigação. Na escola, por exemplo, até

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hoje ele é soberano. No Enem também. Curioso, não? Fico pensando em que espaços

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e ocasiões ainda uso minha letra. Olhando ao redor, na minha casa, minha letra está

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em espaços muito delimitados e específicos: bilhetes. Eles estão principalmente na

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cozinha, em especial na porta da geladeira, a fim de manter a comunicação com meus

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coabitantes, sempre muito esquecidos ou relapsos. Mas também há bilhetes em post its

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na minha mesa do escritório, textinhos em garranchos por meio dos quais me comunico

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comigo mesma, a evitar um comportamento esquecido e relapso.

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No escritório, costumo ser mais suave comigo mesma, mas também muito mais

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lacônica, a ponto de nem eu me entender, se passar o tempo. Em todos os casos vai

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minha letra, menos e mais redonda, a lápis e a tinta azul, em post its rosa-choque, colados

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precariamente, e todos com destino à lixeira, em breve. Justo porque eles funcionam

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como lembretes de tarefas e coisas que devem ser vencidas e, claro, substituídas por

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outras, num fluxo infinito, às vezes ansiogênico, com que a maioria dos adultos (e mais

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ainda as adultas) precisa conviver.

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As formas de escrever mudam, as necessidades também, e o resultado é um elenco

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complexo, em que nada dispensa nada, a depender da tarefa ou da importância das coisas

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ou de suas funções, claro. A escrita e suas tecnologias incríveis vão se reposicionando,

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mudando de status, numa ciranda interessante e importante que pode ser vista à luz de

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certa diversidade que encontra suas oportunidades e seus efeitos, aqui e ali. Não adianta

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muito pensar sempre como se tudo fosse excludente. Estão aí minha farta comunicação

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por bilhetes, minha gaveta alegre de post its de toda cor, esperando para serem usados,

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e o cheque do cartório, em que quase tudo já é digital. “Do punho ao pixel” não é uma

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frase filosoficamente correta. O negócio é mais “o punho e o pixel”.

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RIBEIRO, A. E. Disponível em: https://rascunho.com.br. Acesso em: 16 jan. 2024 (adaptado).

O recurso linguístico usado para marcar a síntese da opinião da autora sobre a temática desenvolvida foi o(a)

  1. A

    emprego da primeira pessoa em “Estranhei muito na primeira vez que escutei a expressão ‘de próprio punho’”. (l. 1)

  2. B

    utilização de locução adverbial em “Na verdade, o que importava era a autenticidade da minha caligrafia”. (l. 3-4)

  3. C

    uso de pronome possessivo em “Minha letra, hoje, tem uma espécie de alternância”. (l. 5-6)

  4. D

    adoção de termo autorreflexivo em “No escritório, costumo ser mais suave comigo mesma”. (l. 30)

  5. E

    substituição da expressão “Do punho ao pixel” (l. 44) pela expressão “o punho e o pixel”. (l. 45)

Ver gabarito e resolução

Gabarito: E

A síntese da opinião da autora aparece no fim: ela rejeita "Do punho ao pixel" (substituição de uma ideia por outra) e adota "o punho e o pixel", em que a conjunção "e" soma as duas. O recurso é a substituição da expressão. Alternativa E.

  • A, B, C e D: são recursos usados no começo e no meio, e servem para marcar subjetividade ou autoria, não para sintetizar a opinião final.

Dica: ao procurar "síntese" de opinião, vá ao fim do texto e veja o que muda de uma expressão para outra.

Questão 2 · ENEM 2024 · Questão 20média

Sempre passo nervoso quando leio minha crônica neste jornal e percebo que escapuliu a palavra “coisa” em alguma frase. Acontece que “coisa” está entre as coisas mais deliciosas do mundo.

O primeiro banho da minha filha foi embalado pela minha voz dizendo, ao fundo, “cuidado, ela ainda é uma coisinha tão pequena”. “Viu só que amor? Nunca vi coisa assim”. O amor que não dá conta de explicação é “a coisa” em seu esplendor e excelência. “Alguma coisa acontece no meu coração” é a frase mais bonita que alguém já disse sobre São Paulo. E quando Caetano, citado aqui pela terceira vez pra defender a dimensão poética da coisa, diz “coisa linda”, nós sabemos que nenhuma palavra definiria de forma mais profunda e literária o quão bela e amada uma coisa pode ser.

“Coisar” é verbo de quem está com pressa ou tem lapsos de memória. É pra quando “mexe qualquer coisa dentro doida”. E que coisa magnífica poder se expressar tal qual Caetano Veloso. Agora chega, porque “esse papo já tá qualquer coisa” e eu já tô “pra lá de Marrakech”.

TATI BERNARDI. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 3 jan. 2024 (adaptado).

O recurso utilizado na progressão textual para garantir a unidade temática dessa crônica é a

  1. A

    intertextualidade, marcada pela citação de versos de letras de canções.

  2. B

    metalinguagem, marcada pela referência à escrita de crônicas pela autora.

  3. C

    reiteração, marcada pela repetição de uma determinada palavra e de seus cognatos.

  4. D

    conexão, marcada pela presença dos conectores lógicos “quando” e “porque” entre orações.

  5. E

    pronominalização, marcada pela retomada de “minha filha” e “um namorado ruim” pelos pronomes “ela” e “lo”.

Ver gabarito e resolução

Gabarito: C

A cronista escreve sobre a palavra "coisa" e a repete várias vezes, junto de derivadas como "coisinha" e "coisar". É essa repetição da palavra e de seus cognatos que mantém o tema unido do começo ao fim.

Trata-se da reiteração, um recurso de coesão. Alternativa C.

A existe no texto (citações de Caetano), mas não é o que garante a unidade temática. B é errada: o texto só cita a crônica no início. D e E mencionam recursos que não estão no texto ou que são pontuais.

Dica: coesão por reiteração é a repetição de palavras ou ideias para manter o assunto.

Questão 3 · ENEM 2023 · Questão 27difícil

E assim as coisas continuaram acontecendo entre os dois, em quase sustos, um grande por acaso com cacoetes de gestos definitivos. Com o Nunca Mais se oferecendo o tempo todo, bastaria dizer foi um prazer ter te conhecido, bastaria não trocar telefones nem e-mails e enterrar a casualidade com a cal da sabedoria — nada poderia ser definitivo, os encontros duravam duas horas ou duas décadas ou duas vezes isso, mas em algum momento necessariamente seria o fim. De todos os grandes amores. De todos os pequenos. De todas as juras, das promessas, de todos os na-alegria-e-na-tristeza. De todos os não amores, os desamores, os casamentos para sempre, os rancores para sempre, de todas as paralelas que só se viabilizam na abstração da geometria, de todas as pequenas paixões e de todas as grandes paixões, de tudo que para na antessala da paixão, de todos os vínculos não experimentados, de todos.

LISBOA, A. Rakushisha. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014.

O recurso que promove a progressão textual, contribuindo para a construção da ideia de que as relações amorosas têm um enredo comum, é a

  1. A

    repetição do pronome indefinido “todos”.

  2. B

    utilização do travessão na marcação do aposto.

  3. C

    retomada do antecedente pelo pronome “isso”.

  4. D

    contraposição de ideias marcada pela conjunção “mas”.

  5. E

    substantivação de expressões pela anteposição do artigo.

Ver gabarito e resolução

Gabarito: A

O trecho repete "de todos" (os grandes amores, os pequenos, as juras, os não amores...), e essa repetição do pronome indefinido "todos" faz o texto avançar mostrando que todas as relações têm um enredo comum: terminam (A).

A B e a D tratam de travessão e conjunção, que não organizam a sequência. A C e a E citam recursos que não são o motor da progressão.

Dica: repetição de palavras pode ser recurso de coesão e progressão do texto.

Questão 4 · ENEM 2022 · Questão 18difícil

Morte lenta ao luso infame que inventou a calçada portuguesa. Maldito D. Manuel I e sua corja de tenentes Eusébios. Quadrados de pedregulho irregular socados à mão. À mão! É claro que ia soltar, ninguém reparou que ia soltar? Branco, preto, branco, preto, as ondas do mar de Copacabana. De que me servem as ondas do mar de Copacabana? Me deem chão liso, sem protuberâncias calcárias. Mosaico estúpido. Mania de mosaico. Joga concreto em cima e aplaina. Buraco, cratera, pedra solta, bueiro-bomba. Depois dos setenta, a vida se transforma numa interminável corrida de obstáculos. A queda é a maior ameaça para o idoso. “Idoso”, palavra odienta. Pior, só “terceira idade”. A queda separa a velhice da senilidade extrema. O tombo destrói a cadeia que liga a cabeça aos pés. Adeus, corpo. Em casa, vou de corrimão em corrimão, tateio móveis e paredes, e tomo banho sentado. Da poltrona para a janela, da janela para a cama, da cama para a poltrona, da poltrona para a janela. Olha aí, outra vez, a pedrinha traiçoeira atrás de me pegar. Um dia eu caio, hoje não.

TORRES, F. Fim. São Paulo: Cia. das Letras, 2013.

O recurso que caracteriza a organização estrutural desse texto é o(a)

  1. A

    justaposição de sequências verbais e nominais.

  2. B

    mudança de eventos resultante do jogo temporal.

  3. C

    uso de adjetivos qualificativos na descrição do cenário.

  4. D

    encadeamento semântico pelo uso de substantivos sinônimos.

  5. E

    inter-relação entre orações por elementos linguísticos lógicos.

Ver gabarito e resolução

Gabarito: A

O texto tem frases curtas, muitas sem verbo ("Mosaico estúpido. Mania de mosaico. Buraco, cratera, pedra solta"), alternadas com frases com verbo ("Em casa, vou de corrimão em corrimão"). Elas são postas lado a lado, sem conectivos.

Isso é a justaposição de sequências verbais e nominais: A.

A B diz que há mudança de eventos por tempo, mas o texto é um fluxo de pensamento. A C fala em cenário, e a D, em substantivos sinônimos. A E diz que há conectivos lógicos, o que é o oposto da justaposição.

Dica: frases curtas sem conectivos são justapostas.

Questão 5 · ENEM 2020 · Questão 24média

DECRETO N. 28 314, DE 28 DE SETEMBRO DE 2007

Demite o Gerúndio do Distrito Federal

e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 100, incisos VII e XXVI, da Lei Orgânica do Distrito Federal, DECRETA: Art. 1° Fica demitido o Gerúndio de todos os órgãos do Governo do Distrito Federal. Art. 2° Fica proibido, a partir desta data, o uso do gerúndio para desculpa de INEFICIÊNCIA. Art. 3° Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 28 de setembro de 2007.

119º da República e 48º de Brasília

Disponível em: www.dodf.gov.br. Acesso em: 11 dez. 2017.

Esse decreto pauta-se na ideia de que o uso do gerúndio, como “desculpa de ineficiência”, indica

  1. A

    conclusão de uma ação.

  2. B

    realização de um evento.

  3. C

    repetição de uma prática.

  4. D

    continuidade de um processo.

  5. E

    transferência de responsabilidade.

Ver gabarito e resolução

Gabarito: D

O decreto proíbe o gerúndio 'para desculpa de ineficiência'. O gerúndio ('estamos verificando', 'estou providenciando') indica ação contínua em andamento, ou seja, a continuidade de um processo, que adia a resolução.

Alternativa D.

A, B e C trazem conclusão, evento realizado ou repetição, o que não é o gerúndio. E fala em transferir responsabilidade, mas não é o valor gramatical.

Dica: gerúndio = ação em curso.

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