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Questões de História do ENEM

261 questões oficiais de História do ENEM, de 2009 a 2025, organizadas por assunto e todas com resolução comentada.

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Assuntos de História

Exemplos de questões de História

Questão 1 · ENEM 2025 · Questão 52fácil

Não há consenso em torno do nome dado à pandemia, tendo, desde o seu início, sido chamada de gripe espanhola provavelmente por causa da desinformação em torno da notícia sobre sua origem. Uma das hipóteses deriva da neutralidade espanhola na Primeira Guerra Mundial e a consequente liberdade de imprensa naquele país, maior do que nos demais países envolvidos no conflito. Hoje existe o consenso entre virologistas e epidemiologistas de que o vírus da gripe não se originou na Espanha. Entretanto, dificilmente essa pandemia deixará de ser conhecida como gripe espanhola.

KLAJMAN, C. A gripe sob a ótica da história ecológica. História Revista, n. 3, set.-dez. 2015 (adaptado).

De acordo com o texto, a denominação recebida pela pandemia do começo do século XX foi determinada pelo(a)

  1. A

    precariedade dos conhecimentos da medicina militar.

  2. B

    retaliação da tríplice aliança aos soldados desertores.

  3. C

    controle dos relatos oriundos de campos de batalha.

  4. D

    emprego de armas biológicas em confrontos transnacionais.

  5. E

    circulação de refugiados contaminados em áreas conflagradas.

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Gabarito: C

O texto explica que a gripe de 1918 ficou conhecida como "espanhola" porque a Espanha, neutra na guerra, tinha mais liberdade de imprensa e noticiava a doença. Os países em guerra censuravam as notícias. O nome veio, então, do controle dos relatos vindos dos campos de batalha (letra C).

A, B, D e E não são mencionadas no texto.

Dica: leia a causa dada pelo texto, não use conhecimento externo. Neutralidade + imprensa livre = nome da gripe.

Questão 2 · ENEM 2024 · Questão 47média

Tal qual num exército, não se compreende um efetivo composto apenas de oficiais. Também na saúde pública, os funcionários técnicos graduados necessitam ser assistidos por auxiliares em número suficiente e com preparo adequado, constituído pelas enfermeiras de saúde pública, educadoras ou visitadoras sanitárias, técnicos de laboratório, inspetores ou guardas etc., para não falarmos no pessoal burocrático, não especializado.

PAULA SOUZA, G. H.; VIEIRA, F. B. Centro de saúde “eixo” de organização sanitária. Boletim do Instituto de Higiene de São Paulo, n. 59 (adaptado).

O texto dos sanitaristas atuantes nas décadas de 1920 e 1930 veicula uma mensagem caracterizada pela

  1. A

    higienização moral.

  2. B

    imposição eugênica.

  3. C

    assimilação cultural.

  4. D

    hegemonização identitária.

  5. E

    hierarquização profissional.

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Gabarito: E

O texto compara a saúde pública a um exército: não basta ter oficiais, é preciso ter auxiliares em número suficiente (enfermeiras, técnicos, inspetores, pessoal burocrático).

A mensagem organiza as funções em níveis, ou seja, uma hierarquização profissional. Alternativa E.

Higienização moral (A) e eugenia (B) eram ideias da época, mas não aparecem neste trecho. C e D tratam de cultura e identidade, o que não é tema.

Dica: a analogia com o exército indica hierarquia: oficiais e auxiliares.

Questão 3 · ENEM 2023 · Questão 47média

Felizes tempos eram esses! As moças iam à missa de madrugada. De dia ninguém as via e se alguma, em dia de festa, queria passear com a avó ou a tia, havia de ir de cadeirinhas. Bem razão têm os nossos velhos de chorar por esses tempos, em que as filhas não sabiam escrever, e por isso não mandavam nem recebiam bilhetinhos.

Novo Correio de Modas, 1853, apud DONEGÁ, A. L. Publicar ficção em meados do século XIX: um estudo das revistas femininas editadas pelos irmãos Laemmert. Campinas: Unicamp, 2013 (adaptado).

Na perspectiva do autor, as tradições e os costumes sociofamiliares sofreram alterações, no século XIX, decorrentes de quais fatores?

  1. A

    Hábitos de leitura e mobilidade regional.

  2. B

    Circulação de impressos e trânsito religioso.

  3. C

    Valorização da língua e imigração estrangeira.

  4. D

    Práticas de letramento e transformação cultural.

  5. E

    Flexibilização do ensino e reformismo pedagógico.

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Gabarito: D

O texto lamenta, com ironia, o tempo em que as moças não sabiam escrever e não trocavam bilhetinhos. Isso mostra que a alfabetização feminina (práticas de letramento) mudou costumes: moças passaram a sair, ler e escrever. Os fatores da mudança são letramento e transformação cultural: D.

A (mobilidade regional), B (trânsito religioso), C (imigração) e E (reformismo pedagógico) não são citados.

Dica: no século XIX, o acesso das mulheres à leitura e à escrita mudou os costumes familiares.

Questão 4 · ENEM 2022 · Questão 50média

Na construção da ferrovia Madeira-Mamoré, o que dizer dos doentes, eternos moribundos a vagar entre delírios febris, doses de quinino e corredores da morte? O Hospital da Candelária era santuário e túmulo, monumento ao progresso científico e preâmbulo da escuridão. Foi ali, com suas instalações moderníssimas, que médicos e sanitaristas dirigiram seu combate aos males tropicais. As maiores vítimas, contudo, permaneceriam na sombra à margem do palco, cobaias sem consolo, credores sem nome de uma sociedade que não lhes concedera tempo algum para ser decifrada.

FOOT HARDMAN, F. Trem fantasma: modernidade na selva. São Paulo: Cia. das Letras, 1988 (adaptado).

No texto, há uma crítica ao modo de ocupação do espaço amazônico pautada na

  1. A

    discrepância entre engenharia ambiental e equilíbrio da fauna.

  2. B

    incoerência entre maquinaria estrangeira e controle da floresta.

  3. C

    incompatibilidade entre investimento estatal e proteção aos nativos.

  4. D

    competição entre farmacologia internacional e produtos da fitoterapia.

  5. E

    contradição entre desenvolvimento nacional e respeito aos trabalhadores.

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Gabarito: E

O texto critica a construção da ferrovia Madeira-Marmoré: o hospital era moderníssimo e símbolo de progresso, mas os trabalhadores doentes, as maiores vítimas, ficavam esquecidos, sem nome, sem consolo.

A crítica está na contradição entre desenvolvimento nacional e respeito aos trabalhadores (E).

A, B, C e D falam de fauna, maquinário, nativos e fitoterapia, que não são o centro da crítica.

Dica: obras de progresso muitas vezes escondem exploração e morte de operários.