treinamento 101.

Linguagens · Artes

Questões de Música, teatro e dança no ENEM

24 questões oficiais do ENEM sobre Música, teatro e dança, de 2009 a 2024, todas com gabarito e resolução comentada. Dificuldade estimada: 8 fáceis, 14 médias, 2 difíceis.

Treine Música, teatro e dança com 24 questões do ENEM

Monte um treino só com este assunto, veja a resolução depois de cada resposta e acompanhe seus acertos. Grátis: basta criar uma conta com o seu e-mail.

Treinar Música, teatro e dança

5 questões de Música, teatro e dança resolvidas

Tente responder antes de abrir a resolução. No treino, você responde, vê a correção na hora e o seu progresso fica salvo.

Questão 1 · ENEM 2024 · Questão 8média

É fundamentalmente no Minho, norte de Portugal, que o cavaquinho aparece como instrumento tipicamente popular, ligado às formas essenciais da música característica dessa província. O cavaquinho minhoto tem escala rasa com o tampo, o que facilita a prática do “rasqueado”. O cavaquinho chega ao Brasil diretamente de Portugal, e o modelo brasileiro é maior do que a sua versão portuguesa, com uma caixa de ressonância mais funda. Semelhante ao cavaquinho minhoto, o machete, ou machetinho madeirense, é um pequeno cordófono de corda dedilhada, que faz parte da grande e diversificada família das violas de mão portuguesas. O ukulele tem a sua origem no século XIX, tendo como ancestrais o braguinha (ou machete) e o rajão, instrumentos levados pelos madeirenses quando eles emigraram para o Havaí.

OLIVEIRA, E. V. Cavaquinhos e família. Disponível em: https://casadaguitarra.pt. Acesso em: 18 nov. 2021 (adaptado).

O conjunto dessas práticas musicais demonstra que os instrumentos mencionados no texto

  1. A

    refletem a dependência da utilização de matéria-prima europeia.

  2. B

    adaptam suas características a cada cultura, assumindo nova identidade.

  3. C

    comprovam a hegemonia portuguesa na invenção de cordófonos dedilhados.

  4. D

    ilustram processos de dominação cultural, evidenciando situações de choque cultural.

  5. E

    mantêm nomenclatura própria para garantir a fidelidade às formas originais de confecção.

Ver gabarito e resolução

Gabarito: B

O texto mostra o cavaquinho que veio de Portugal e ganhou formato maior no Brasil, e o ukulele, que surgiu no Havaí a partir de instrumentos madeirenses. Em cada lugar, o instrumento mudou e passou a ter uma identidade própria.

Alternativa B: os instrumentos adaptam suas características a cada cultura, assumindo nova identidade.

A fala de dependência de matéria-prima europeia, o que não aparece. C é errada, pois o texto não fala de hegemonia. D traz dominação cultural, que não aparece no texto. E diz que os nomes garantem fidelidade às formas originais, mas o texto mostra o contrário.

Dica: pensar em circulação cultural e hibridismo é útil para temas de patrimônio e música.

Questão 2 · ENEM 2023 · Questão 32fácil

O sol começa a descer por trás da vegetação da Ilha da Restinga, na outra margem do rio Paraíba, colorindo o céu de amarelo, laranja e lilás. Então se ouvem as primeiras notas do Bolero, do compositor francês Maurice Ravel, executadas pelo saxofonista Jurandy. É assim o pôr do sol da praia do Jacaré, em Cabedelo (Grande João Pessoa). Depois do Bolero, Jurandy toca Asa branca, de Luiz Gonzaga, e Meu sublime torrão, de Genival Macedo, espécie de hino não oficial da Paraíba.

PINHEIRO, A. Sol se põe embalado pelo Bolero de Ravel. Disponível em: http://tools.folha.com.br. Acesso em: 16 set. 2012 (adaptado).

A interpretação musical de Jurandy do Sax, codinome de José Jurandy Félix, apresenta um repertório caracterizado pela

  1. A

    inter-relação de referenciais estéticos aparentemente distanciados.

  2. B

    valorização de músicas que revelam mensagens de serenidade.

  3. C

    consagração do repertório erudito como cultura dominante.

  4. D

    iniciativa de estímulo à vocação turística da cidade.

  5. E

    divisão hierárquica entre gêneros e estilos musicais.

Ver gabarito e resolução

Gabarito: A

O texto descreve um saxofonista que toca, no mesmo pôr do sol, o Bolero de Ravel (música erudita francesa), Asa Branca (Luiz Gonzaga, música popular nordestina) e um hino não oficial da Paraíba. Ele mistura repertórios eruditos e populares, que normalmente são vistos como distantes.

Portanto, a característica da interpretação é a inter-relação de referências estéticas aparentemente distantes: alternativa A.

B fala de serenidade, mas o texto não trata disso. C está errada porque o texto não coloca o erudito como dominante. D é detalhe, não a característica da interpretação. E diz o contrário do que ocorre, pois ele mistura os gêneros sem hierarquia.

Dica: palavras como "mistura", "diálogo" e "hibridismo" em questões de arte indicam fusão entre culturas e estilos.

Questão 3 · ENEM 2022 · Questão 45fácil

O Recife fervilhava no começo da década de 1990, e os artistas trabalhavam para resgatar o prestígio da cultura pernambucana. Era preciso se inspirar, literalmente, nas raízes sobre as quais a cidade se construiu. Foi aí que, em 1992, com a publicação de um manifesto escrito pelo músico e jornalista Fred Zero Quatro, da banda Mundo Livre S/A, nasceu o manguebeat. O nome vem de “mangue”, vegetação típica da região, e “beat”, para representar as batidas e as influências musicais que o movimento abraçaria a partir dali. Era a hora e a vez de os caranguejos — aos quais os músicos recifenses gostavam de se comparar — mostrarem as caras: o maracatu e suas alfaias se misturaram com as batidas do hip-hop, as guitarras do rock, elementos eletrônicos e o sotaque recifense de Chico Science. A busca pelo novo rendeu uma perspectiva diferente do Brasil ao olhar para o Recife. A cidade deixou de ser o lugar apenas do frevo e do carnaval, transformando-se na ebulição musical que continua a acontecer mesmo após os 25 anos do lançamento do primeiro disco da Nação Zumbi, Da lama ao caos.

FORCIONI, G. et al. O mangue está de volta. Revista Esquinas, n. 87, set. 2019 (adaptado).

Chico Science foi fundamental para a renovação da música pernambucana, fato que se deu pela

  1. A

    utilização de aparelhos musicais eletrônicos em lugar dos instrumentos tradicionais.

  2. B

    ocupação de espaços da natureza local para a produção de eventos musicais memoráveis.

  3. C

    substituição de antigas práticas musicais, como o frevo, por melodias e harmonias inovadoras.

  4. D

    recuperação de composições tradicionais folclóricas e sua apresentação em grandes festivais.

  5. E

    integração de referenciais culturais de diferentes origens, criando uma nova combinação estética.

Ver gabarito e resolução

Gabarito: E

O texto diz que o manguebeat misturou maracatu e alfaias com hip-hop, rock e eletrônica, e o sotaque recifense. A renovação veio da integração de referências culturais de origens diferentes, criando uma nova estética (E).

A A está errada: não substituiu os instrumentos tradicionais, misturou. C e D falam de substituir o frevo ou resgatar o folclore, o que não é dito. B fala de ocupar a natureza, só inspiração no mangue.

Dica: hibridismo cultural: mistura de tradição regional com influências globais.

Questão 4 · ENEM 2020 · Questão 21média

Sou o coração do folclore nordestino Eu sou Mateus e Bastião do Boi-bumbá Sou o boneco de Mestre Vitalino Dançando uma ciranda em Itamaracá Eu sou um verso de Carlos Pena Filho Num frevo de Capiba Ao som da Orquestra Armorial Sou Capibaribe Num livro de João Cabral Sou mamulengo de São Bento do Una Vindo no baque solto de maracatu Eu sou um auto de Ariano Suassuna No meio da Feira de Caruaru Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta Levando a flor da lira Pra Nova Jerusalém Sou Luiz Gonzaga E sou do mangue também Eu sou mameluco, sou de Casa Forte Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte

LENINE; PINHEIRO, P.C. Leão do Norte. In: LENINE; SUZANO, M. Olho de peixe. São Paulo: Velas, 1993 (fragmento).

O fragmento faz parte da canção brasileira contemporânea

e celebra a cultura popular nordestina. Nele, o artista

exalta as diferentes manifestações culturais pela

  1. A

    valorização do teatro, música, artesanato, literatura, dança, personagens históricos e artistas populares, compondo um tecido diversificado e enriquecedor da cultura popular como patrimônio regional e nacional.

  2. B

    identificação dos lugares pernambucanos, manifestações culturais, como o bumba meu boi, as cirandas, os bonecos mamulengos e heróis locais, fazendo com que essa canção se apresente como uma referência à cultura popular nordestina.

  3. C

    exaltação das raízes populares, como a poesia, a literatura de cordel e o frevo, misturadas ao erudito, como a Orquestra Armorial, compondo um rico tecido cultural, que transforma o popular em erudito.

  4. D

    caracterização das festas populares como identidade cultural localizada e como representantes de uma cultura que reflete valores históricos e sociais próprios da população local.

  5. E

    apresentação do Pastoril do Faceta, do maracatu, do bumba meu boi e dos autos como representação da musicalidade e do teatro popular religioso, bastante comum ao folclore brasileiro.

Ver gabarito e resolução

Gabarito: B

A letra de Lenine cita vários elementos da cultura pernambucana: Boi-bumbá, Mestre Vitalino, ciranda de Itamaracá, frevo, maracatu, mamulengo, Pastoril, Luiz Gonzaga, além de poetas como Carlos Pena Filho e João Cabral. O eu lírico diz 'eu sou' cada um deles, e os lugares também aparecem (Itamaracá, Caruaru, Casa Forte).

O artista identifica lugares, manifestações culturais e heróis locais, tornando a canção uma referência à cultura popular nordestina (B).

  • A: fala de patrimônio nacional, mas o foco é Pernambuco.
  • C: o texto não 'transforma o popular em erudito'.
  • D: generaliza como identidade localizada, sem apontar as manifestações citadas.
  • E: reduz a letra a poucos itens e fala de teatro religioso.

Resposta: B.

Dica: confira se a alternativa descreve o que o texto de fato apresenta, sem ir além dele.

Questão 5 · ENEM 2019 · Questão 25média

Imagem da questão

Com o enredo que homenageou o centenário do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, a Unidos da Tijuca foi coroada no Carnaval 2012.

A penúltima escola a entrar na Sapucaí, na segunda noite de desfiles, mergulhou no universo do cantor e compositor brasileiro e trouxe a cultura nordestina com criatividade para a Avenida, com o enredo O dia em que toda a realeza desembarcou na Avenida para coroar o Rei Luiz do Sertão.

Disponível em: www.cultura.rj.gov.br. Acesso em: 15 maio 2012 (adaptado).

A notícia relata um evento cultural que marca a

  1. A

    primazia do samba sobre a música nordestina.

  2. B

    inter-relação entre dois gêneros musicais brasileiros.

  3. C

    valorização das origens oligárquicas da cultura nordestina.

  4. D

    proposta de resgate de antigos gêneros musicais brasileiros.

  5. E

    criatividade em compor um samba-enredo em homenagem a uma pessoa.

Ver gabarito e resolução

Gabarito: B

A notícia diz que a Unidos da Tijuca, escola de samba, homenageou Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, no Carnaval de 2012. Ou seja, o samba (gênero carioca) levou à Avenida a cultura nordestina, com o baião. O evento marca a inter-relação entre dois gêneros musicais brasileiros, alternativa B.

A letra A é invertida, pois o texto não fala em primazia do samba. A letra C (origens oligárquicas) confunde "realeza" e "Rei do Baião" com nobreza. A letra D (resgate de gêneros antigos) não é abordada. A letra E tem a ver com compor um samba-enredo, mas o foco da questão é o encontro entre samba e baião.

Dica: carnaval e samba-enredo costumam trazer a cultura de outras regiões e gêneros para o desfile.

Treine Música, teatro e dança com 24 questões do ENEM

Monte um treino só com este assunto, veja a resolução depois de cada resposta e acompanhe seus acertos. Grátis: basta criar uma conta com o seu e-mail.

Treinar Música, teatro e dança

Outros assuntos de Artes