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Questões de Geografia do ENEM

251 questões oficiais de Geografia do ENEM, de 2009 a 2025, organizadas por assunto e todas com resolução comentada.

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Assuntos de Geografia

Exemplos de questões de Geografia

Questão 1 · ENEM 2025 · Questão 46fácil

Macedônia do Norte

Acordo entra em vigor e país muda oficialmente de nome

Entrou em vigor, em 2019, o acordo que determina a mudança de nome da Macedônia para Macedônia do Norte. A troca põe fim — ao menos por enquanto — no impasse entre essa antiga república da Iugoslávia e a vizinha Grécia. O governo grego se opunha ao uso do nome Macedônia pelo novo país vizinho porque a Grécia tem uma província no norte com o mesmo nome. Por causa desse impasse, a Grécia bloqueou as negociações de adesão de seu vizinho à União Europeia. Depois de negociações, as duas partes chegaram a um acordo.

Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 7 nov. 2021 (adaptado).

Para o país originado da antiga Iugoslávia, a mudança de nome é uma estratégia política para

  1. A

    criar a moeda própria.

  2. B

    proteger a cultura local.

  3. C

    subjugar a minoria étnica.

  4. D

    expandir o território nacional.

  5. E

    intensificar a integração regional.

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Gabarito: E

O texto conta que a Grécia bloqueava a entrada da Macedônia na União Europeia por causa do nome do país. Ao aceitar o nome "Macedônia do Norte", o país resolveu o impasse com o vizinho e abriu caminho para entrar nos blocos regionais (União Europeia e OTAN).

Ou seja, a mudança de nome foi uma estratégia para se integrar à Europa.

Resposta: E (intensificar a integração regional).

Por que as outras não servem: o texto não fala de moeda, de minorias étnicas nem de território. A troca de nome também não protege a cultura local; ao contrário, o país cedeu num ponto simbólico para obter vantagens políticas e econômicas.

Dica: em questões de geopolítica com notícia, procure no texto qual era o obstáculo e o que o país ganha ao removê-lo.

Questão 2 · ENEM 2024 · Questão 46média

TEXTO I

Um terremoto de magnitude 5,9 atingiu a cidade de Valparaíso, na costa chilena. O terremoto ocorreu a uma profundidade de 112 quilômetros.

Terremoto de magnitude 5,9 atinge Valparaíso, no Chile. Disponível em: www.cnnbrasil.com.br. Acesso em: 6 nov. 2021 (adaptado).

TEXTO II

Um tremor de terra de magnitude 4,8 foi registrado no município de Atalaia do Norte, no interior do estado do Amazonas. O abalo é de magnitude considerada mediana para os níveis do Brasil. Os eventos dessa região costumam ser resultado das atividades da placa de Nazca.

Tremor de terra de magnitude 4,8 é registrado no interior do Amazonas. Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 6 nov. 2021 (adaptado).

TEXTO III

Moradores usaram as redes sociais para relatar tremores de terra no interior de São Paulo. As atividades foram registradas nas cidades de Júlio Mesquita e Guaimbê e tiveram magnitude 3,0 na escala Richter, o que é considerado pequeno e sem previsão de danos.

Moradores do interior de SP relatam tremores de terra. Disponível em: https://noticias.r7.com. Acesso em: 6 nov. 2021 (adaptado).

As diferenças entre os eventos geológicos relatados decorrem de distintas posições geográficas das cidades em relação a:

  1. A

    Planícies costeiras.

  2. B

    Bacias continentais.

  3. C

    Zonas de subducção.

  4. D

    Áreas de denudação.

  5. E

    Vertentes escarpadas.

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Gabarito: C

Os três textos mostram terremotos fortes no Chile (5,9), médios na Amazônia (4,8) e fracos em São Paulo (3,0).

O Chile fica na borda da placa de Nazca com a Sul-Americana, onde a Nazca mergulha sob a Sul-Americana. Essa é uma zona de subducção, com muita atividade sísmica. O Brasil fica no interior da placa, longe das bordas, por isso os tremores são fracos. Alternativa C.

Planícies, bacias, denudação e vertentes não explicam a intensidade dos terremotos.

Dica: terremotos fortes ocorrem nas bordas das placas tectônicas, principalmente em zonas de subducção.

Questão 3 · ENEM 2023 · Questão 48fácil

No Cerrado, o conhecimento local está sendo cada vez mais subordinado à lógica do agronegócio. De um lado, o capital impõe os conhecimentos biotecnológicos, como mecanismo de universalização de práticas agrícolas e de novas tecnologias, e de outro, o modelo capitalista subordina homens e mulheres à lógica do mercado. Assim, as águas, as sementes, os minerais, as terras (bens comuns) tornam-se propriedade privada. Além do mais, há outros fatores negativos, como a mecanização pesada, a “pragatização” dos seres humanos e não humanos, a violência simbólica, a superexploração, as chuvas de veneno e a violência contra a pessoa.

CALAÇA, M.; SILVA, E. B.; JESUS, J. N. Territorialização do agronegócio e subordinação do campesinato no Cerrado. Élisée, Rev. Geo. UEG, n. 1, jan.-jun. 2021 (adaptado).

Os elementos descritos no texto, a respeito da territorialização da produção, demonstram que há um

  1. A

    cerco aos camponeses, inviabilizando a manutenção das condições para a vida.

  2. B

    descaso aos latifundiários, impactando a plantação de alimentos para a exportação.

  3. C

    desprezo ao assalariado, afetando o engajamento dos sindicatos para o trabalhador.

  4. D

    desrespeito aos governantes, comprometendo a criação de empregos para o lavrador.

  5. E

    assédio ao empresariado, dificultando o investimento de maquinários para a produção.

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Gabarito: A

O texto afirma que o conhecimento local no Cerrado é subordinado ao agronegócio: águas, sementes e terras viram propriedade privada, e há mecanização, veneno e violência. Os camponeses ficam cercados e perdem as condições de manter sua vida e seu trabalho: A.

B, C, D e E tratam latifundiários, assalariados, governantes e empresários como vítimas, o oposto do que o texto denuncia.

Dica: expansão do agronegócio = pressão sobre camponeses e comunidades tradicionais.

Questão 4 · ENEM 2022 · Questão 46média

Espera, resignado, o dia 13 daquele mês porque, em tal data, usança avoenga lhe faculta sondar o futuro, interrogando a providência. É a experiência tradicional de Santa Luzia. No dia 12 ao anoitecer expõe ao relento, em linha, seis pedrinhas de sal, que representam, em ordem sucessiva da esquerda para a direita, os seis meses vindouros, de janeiro a junho. Ao alvorecer de 13 observa-as: se estão intactas, pressagiam a seca; se a primeira apenas se deliu, transmudada em aljôfar límpido, é certa a chuva em janeiro; se a segunda, em fevereiro; se a maioria ou todas, é inevitável o inverno benfazejo. Esta experiência é belíssima.

CUNHA, E. Os sertões. São Paulo: Editora Três, 1984.

No experimento descrito, a relação com a paisagem e com a religiosidade permite que o sertanejo seja

  1. A

    afeito à devoção ao aceitar destinos sacralizados.

  2. B

    acostumado à pobreza ao admitir acasos naturais.

  3. C

    habituado ao solo ao conhecer terrenos cultiváveis.

  4. D

    íntimo à Caatinga ao interpretar condições ambientais.

  5. E

    próximo à vegetação ao identificar espécies arbustivas.

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Gabarito: D

Euclides da Cunha descreve a experiência de Santa Luzia: o sertanejo expõe pedras de sal ao relento e observa como elas se dissolvem para prever a chuva dos meses seguintes. Ele lê a umidade do ar e do ambiente para antecipar seca ou inverno bom.

Isso mostra que ele é íntimo da Caatinga ao interpretar condições ambientais (D).

A fala só em devoção, mas o texto mostra observação do ambiente. B, C e E não são o foco: não se trata de pobreza, solo ou espécies arbustivas.

Dica: saber tradicional + religiosidade = leitura do clima do semiárido.