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Ciências da Natureza · Física

Questões de Quantidade de movimento e colisões no ENEM

6 questões oficiais do ENEM sobre Quantidade de movimento e colisões, de 2014 a 2024, todas com gabarito e resolução comentada. Dificuldade estimada: 6 médias.

Treine Quantidade de movimento e colisões com 6 questões do ENEM

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5 questões de Quantidade de movimento e colisões resolvidas

Tente responder antes de abrir a resolução. No treino, você responde, vê a correção na hora e o seu progresso fica salvo.

Questão 1 · ENEM 2024 · Questão 91média

Muitas pessoas ainda se espantam com o fato de um passageiro sair ileso de um acidente de carro enquanto o veículo onde estava teve perda total. Essas pessoas talvez considerem, equivocadamente, que os carros mais seguros são os que têm as estruturas mais rígidas, ou seja, estruturas, que durante uma colisão, apresentam menor deformação. Na verdade, o que ocorre é o contrário. Por isso, a partir de 1958, passaram a ser produzidos carros com partes que se deformam facilmente.

DAY, C. Crumple Zones. Disponível em: https://pubs.aip.org. Acesso em: 2 jul. 2024 (adaptado).

Assim, além dos cintos de segurança e dos airbags, os carros modernos passaram a contar com o dispositivo de segurança conhecido como crumple zone (região deformável, em inglês), conforme a figura.

Imagem da questão

Momentum and Car safety. GCSE Physics Revision. Disponível em: www.shalom-education.com. Acesso em: 5 jul. 2024 (adaptado).

Considerando o carro, seus ocupantes e o muro da figura como um sistema isolado, o crumple zone aumenta a segurança dos passageiros porque, durante uma colisão, a deformação da estrutura do carro

  1. A

    aciona os airbags do veículo.

  2. B

    absorve a energia cinética do sistema.

  3. C

    consome a quantidade de movimento do sistema.

  4. D

    cria uma barreira de proteção para seus ocupantes.

  5. E

    diminui a velocidade do centro de massa do sistema.

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Gabarito: B

Considerando carro, ocupantes e muro como um sistema isolado, a quantidade de movimento total se conserva e o centro de massa do sistema não muda por causa da colisão (alternativas C e E erradas).

A parte do carro que se deforma (crumple zone) transforma a energia cinética em deformação e calor. Isso significa que ela absorve energia cinética do sistema, e os ocupantes sofrem menor força, pois a desaceleração ocorre em um tempo maior. Resposta: B.

Por que as outras erram:
- A (acionar airbags) é função de sensores.
- D (barreira de proteção) não é o papel físico da deformação.
- C e E contradizem a conservação da quantidade de movimento num sistema isolado.

Dica: estruturas que se deformam aumentam o tempo de colisão e dissipam energia, reduzindo a força sobre os passageiros.

Questão 2 · ENEM 2022 · Questão 105média

Em um autódromo, os carros podem derrapar em uma curva e bater na parede de proteção. Para diminuir o impacto de uma batida, pode-se colocar na parede uma barreira de pneus, isso faz com que a colisão seja mais demorada e o carro retorne com velocidade reduzida. Outra opção é colocar uma barreira de blocos de um material que se deforma, tornando-a tão demorada quanto a colisão com os pneus, mas que não permite a volta do carro após a colisão. Comparando as duas situações, como ficam a força média exercida sobre o carro e a energia mecânica dissipada?

  1. A

    A força é maior na colisão com a barreira de pneus, e a energia dissipada é maior na colisão com a barreira de blocos.

  2. B

    A força é maior na colisão com a barreira de blocos, e a energia dissipada é maior na colisão com a barreira de pneus.

  3. C

    A força é maior na colisão com a barreira de blocos, e a energia dissipada é a mesma nas duas situações.

  4. D

    A força é maior na colisão com a barreira de pneus, e a energia dissipada é maior na colisão com a barreira de pneus.

  5. E

    A força é maior na colisão com a barreira de blocos, e a energia dissipada é maior na colisão com a barreira de blocos.

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Gabarito: A

Força média: pelo teorema do impulso, F · Δt = Δp (variação da quantidade de movimento).

Com os pneus, o carro volta, então a velocidade final tem sentido oposto, e a variação de velocidade (e de Δp) é maior. Com os blocos, o carro para (velocidade final ≈ 0), e Δp é menor. Como o tempo da colisão é o mesmo nos dois casos, a força média é maior com os pneus.

Energia dissipada: com os pneus o carro retorna com alguma velocidade, então guarda parte da energia cinética. Com os blocos ele para, e toda a energia cinética é dissipada na deformação. Logo a dissipação é maior com os blocos.

Alternativa A.

Armadilha: achar que a barreira que "para" o carro faz mais força.

Dica: F · Δt = Δp; quando o objeto quica, Δp é maior. A energia dissipada é a energia cinética perdida.

Questão 3 · ENEM 2019 · Questão 111média

Imagem da questão

Em qualquer obra de construção civil é fundamental a utilização de equipamentos de proteção individual, tal como capacetes. Por exemplo, a queda livre de um tijolo de massa 2,5 kg de uma altura de 5 m, cujo impacto contra um capacete pode durar até 0,5 s, resulta em uma força impulsiva média maior do que o peso do tijolo. Suponha que a aceleração gravitacional seja 10 m s−2 e que o efeito de resistência do ar seja desprezível.

A força impulsiva média gerada por esse impacto equivale ao peso de quantos tijolos iguais?

  1. A

    2

  2. B

    5

  3. C

    10

  4. D

    20

  5. E

    50

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Gabarito: A

1) Velocidade ao chegar ao capacete: v = √(2gh) = √(2 × 10 × 5) = 10 m/s.

2) Impulso = variação da quantidade de movimento:
F · Δt = m · v → F × 0,5 = 2,5 × 10 → F = 50 N.

3) Peso de um tijolo: P = 2,5 × 10 = 25 N.

F/P = 50/25 = 2 tijolos. Alternativa A.

Observação: aqui a força impulsiva é calculada só pela variação da quantidade de movimento, sem somar o peso.

Dica: I = F·Δt = Δ(mv). Combine queda livre com impulso.

Questão 4 · ENEM 2017 · Questão 99média

Em uma colisão frontal entre dois automóveis, a força que o cinto de segurança exerce sobre o tórax e abdômen do motorista pode causar lesões graves nos órgãos internos. Pensando na segurança do seu produto, um fabricante de automóveis realizou testes em cinco modelos diferentes de cinto. Os testes simularam uma colisão de 0,30 segundo de duração, e os bonecos que representavam os ocupantes foram equipados com acelerômetros. Esse equipamento registra o módulo da desaceleração do boneco em função do tempo. Os parâmetros como massa dos bonecos, dimensões dos cintos e velocidade imediatamente antes e após o impacto foram os mesmos para todos os testes. O resultado final obtido está no gráfico de aceleração por tempo.

200 Cinto 1 Cinto 2 160 Cinto 3 Cinto 4 120 Cinto 5

Aceleração (m/s2)

Imagem da questão

80

40

0 0,05 0,25 0,00 0,20 0,30 0,10 0,15

Tempo (s)

Qual modelo de cinto oferece menor risco de lesão interna ao motorista?

  1. A

    1

  2. B

    2

  3. C

    3

  4. D

    4

  5. E

    5

Ver gabarito e resolução

Gabarito: B

A força no cinto é F = m x a. Como massa, velocidades e tempo de colisão são iguais, o que muda é a aceleração. O menor risco de lesão está associado ao cinto com menor pico de aceleração (menor força máxima).

No gráfico, os picos são: cinto 1 cerca de 150, cinto 2 cerca de 65, cinto 3 cerca de 190, cinto 4 cerca de 85 e cinto 5 cerca de 170 m/s². O menor pico é o do cinto 2. Alternativa B.

Dica: lesão depende da força máxima; menor pico de aceleração, menor risco.

Questão 5 · ENEM 2016 · Questão 77média

AZUL75SAB27

Imagem da questão

O trilho de ar é um dispositivo utilizado em laboratórios de física para analisar movimentos em que corpos de prova (carrinhos) podem se mover com atrito desprezível. A figura ilustra um trilho horizontal com dois carrinhos (1 e 2) em que se realiza um experimento para obter a massa do carrinho 2. No instante em que o carrinho 1, de massa 150,0 g, passa a se mover com velocidade escalar constante, o carrinho 2 está em repouso. No momento em que o carrinho 1 se choca com o carrinho 2, ambos passam a se movimentar juntos com velocidade escalar constante. Os sensores eletrônicos distribuídos ao longo do trilho determinam as posições e registram os instantes associados à passagem de cada carrinho, gerando os dados do quadro.

sensor 1 sensor 2 sensor 3 sensor 4

Imagem da questãoImagem da questão

Com base nos dados experimentais, o valor da massa do carrinho 2 é igual a

  1. A

    50,0 g.

  2. B

    250,0 g.

  3. C

    300,0 g.

  4. D

    450,0 g.

  5. E

    600,0 g.

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Gabarito: C

Velocidade do carrinho 1 antes do choque: de 15 cm para 30 cm em 1 s, ou seja, 15 cm/s.

Depois do choque os carrinhos andam juntos: de 75 cm (t = 8 s) a 90 cm (t = 11 s), ou seja, 15 cm em 3 s = 5 cm/s.

Conservação da quantidade de movimento:

150 x 15 = (150 + m) x 5
2 250 = 750 + 5m
m = 300 g

Resposta: C.

Dica: no choque em que os corpos seguem juntos, m₁v₁ = (m₁ + m₂)v. Use as posições e instantes para achar as velocidades.

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